sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Líderes muçulmanos se pronunciam contra o ISIL



Líderes religiosos muçulmanos do Reino Unido, sunitas e xiitas, se uniram na condenação ao ISIL e à perseguição às minorias. Sayed Ali Rizvi, diretor da Majlis Ulama-e-Shia, disse:

"Somos muçulmanos unidos contra o ISIL, contra o terrorismo, contra a atrocidade, contra a dor e o sofrimento"


Imam Feisal Abdul Rauf, Diretor do Park51

"A verdade é que matar inocentes é sempre errado - e nenhum argumento ou desculpa, não importa quão profundamente aderido, pode fazer disso algo correto. Nenhuma religião na terra tolera a matança de pessoas inocentes, não há tradição de fé que aceite a matança aleatória de nossos irmãos e irmãs. (...) A lei islâmica é claramente contra o terrorismo, contra qualquer tipo de matança deliberada de civis ou similar 'danos colaterais'




Rei Abdullah II da Jordânia

"Nós condenamos todas as formas de terrorismo, principalmente mirando a civis. A Jordânia apoia todos os esforços na melhoria da segurança do Iraque"




Sheikh Yusuf Qaradawi, Presidente da "International Union of Muslim Scholars"

"A União Internacional de Sábios Muçulmanos (IUMS) condena a expulsão forçada dos irmãos cristãos do Iraque de suas casas, cidades e províncias (...) Estes são atos que violam as leis islâmicas, a consciência islâmica e deixa uma imagem negativa do Islã e dos muçulmanos  (...) Eles (os cristãos) são filhos da terra do Iraque e não invasores  (...) O objetivo deve ser o de enterrar a discórdia, unir as fileiras e resolver os problemas do Iraque"




Grande Ayatollah Sistani, maior referência do xiismo do Iraque

"O Iraque e os iraquianos enfrentam um grande perigo, os terroristas não têm o objetivo de controlar apenas várias províncias, disseram claramente que se dirigem a todas as outras regiões, incluindo Bagdá, Karbala e Najaf [As duas últimas são cidades sagradas do islamismo xiita] (...) Então, a responsabilidade de enfrentá-los e combatê-los é a responsabilidade de todos, não de um grupo ou de um partido. a responsabilidade agora é salvar o Iraque, salvar nosso país, salvar os lugares santos do Iraque dessa seita"

E num encontro com o Patriarca Católico dos Caldeus, Louis Sako, disse:

 "Vós sois parte de nós e nós somos parte de vós. Estais em nossos corações e sofremos com o que está acontecendo convosco. Sunitas e xiitas também são alvos. Najaf [cidade sagrada xiita] está aberta para as famílias cristãs deslocadas. Elas são bem-vindas"




Grande Ayatollah Khamenei, Supremo Líder do Irã

"O conflito no Iraque é o confronto entre a humanidade e a selvageria bárbara (...) O incidente no Iraque não é uma guerra entre xiitas e sunitas (...) É uma batalha entre apoiadores e opositores do terrorismo"




Sheikh Shawqi Allam, Grande Mufti do Egito

"Um extremista e sanguinário grupo como este representa um perigo para o Islã e para os muçulmanos, manchando sua imagem como também causando um derramamento de sangue e espalhando a corrupção (...) As ameaças de morte aos oponentes, assim como a marginalização de outros grupos e a luta violenta contra adversários constituem uma grande pecado, refletindo a realidade do grupo, "




Iyad Ameen Madani, Secretário-Geral da "Organization of Islamic Cooperation"

"O Estado Islâmico do Iraque e Levante (ISIL) está lutando contra os inocentes cidadãos cristãos iraquianos em Mosul e Nínive, inclusive com deportação forçada sob a ameaça de execução; assim rasgando ainda mais o tecido social do povo iraquiano (...) Este é um crime que não pode ser tolerado (...) As práticas do ISIL não têm nada em comum com o Islã e com os seus princípios que pedem por justiça, bondade,  liberdade de crença e de convivência. (...) Tais atrocidades também contradizem os princípios da Organização de Cooperação Islâmica, que exigem o fortalecimento de uma cultura de tolerância entre todas as nações e povos"




Mehmet Görmez, Presidente da Presidência de Assuntos Religiosos da Turquia

"Desde que o califado foi abolido (...) tem havido movimentos que pensam no restabelecimento da unidade no mundo muçulmano, recriando o califado, mas eles não estão em sintonia com a realidade, seja do ponto de vista político ou legal (...) A declaração feita contra cristãos é realmente horrível. Estudiosos islâmicos precisam se concentrar nisso (porque) a incapacidade de tolerar pacificamente outras religiões e culturas, anuncia o colapso de uma civilização"



Djoko Suyanto, Ministro da República da Indonésia [maior país islâmico do mundo]

"O governo rejeita e proíbe os ensinamentos do ISIL [...] de ganhar espaço na Indonésia. Ele [ISIL] não está em consonância com a ideologia do Estado, Pancasila, ou com o principio da kebhinekaan [diversidade] sob o Estado Unitário da República da Indonésia"



Nabil al-Arabi, Secretário-Geral da Liga Árabe

"A Liga Árabe denuncia fortemente os crimes, assassinatos, desapropriações realizadas pelos terroristas (ISIL) contra civis e minorias no Iraque que têm afetado os cristãos em Mosul e também os yazidis"

Além das lideranças islâmicas, diversos cidadãos muçulmanos iraquianos demonstraram sua radical oposição ao ISL e à perseguição aos cristãos. Com gritos de "Eu sou iraquiano! Eu sou cristão" e "Todos nós somos cristãos", os fiéis das duas religiões se uniram contra o terror.

Católicos e muçulmanos: "Todos nós somos cristãos"
Onde antes havia a letra "N" de "Nazarenos", colocada pelo ISIL, agora está a frase "Todos nós somos nazarenos"

12 comentários:

Pedro Erik disse...

Caro Pedro.

Algumas declarações não valem muito pois o ISIL (ou ISIS) ataca e mata fortemente xiitas. Então, as declarações vindas do Irã refletem isso. É a guerra secular entre xiitas e sunitas. Dizer que o Irã não apoia o terrorismo é brincadeira. Pergunte para a Argentina (país que sofreu dois ataques terroristas iranianos)

Outras são de pessoas inexpressivas para muçulmanos, em termos islâmicos como a iman Rauf ou da Jordânia (pessoas muito ocidentalizadas) e erradas em termos do Alcorão, o Alcorão não condena a morte de inocentes, e estimula a guerra contra os infiéis. Ver especialmente capítulos 9 e 8 do Alcorão.

Outras são importantes, mas deixam abertas muitos erros do Islã, porque a pessoa sabe que o Alcorão permite. Por exemplo, Qaradawi é muito importante, e ele fala contra a "expulsão dos cristãos" e não contra a matança de cristãos. Os cristãos podem e viver em terras muçulmanas desde que paguem por isso.

Tenha cuidado também pois no Islã existe a doutrina da Taqiyya. Esta doutrina permite que muçulmanos mintam se "isso é bom para o Alá".

Veja sobre isso em: http://www.raymondibrahim.com/tag/taqiyya/

Abraço,
Pedro Erik

Pedro Ravazzano disse...

Xará,

Veja o título da publicação. As críticas feitas pelas lideranças xiitas contra o ISIL são importantes e eloquentes. O wahhabismo tem como alvo tradicional o xiismo, como é possível perceber na sua gênese histórica, desde as críticas de Muhammad al-Wahhab aos xiitas de Bassora como a perseguição da Casa Saud aos xiitas em Al-Hasa. Ainda havendo alguns choques históricos, principalmente no confronto entre o Império Otomano e o Império Safávida, a relação entre sunis e shias se degenerou de modo completo com a ascensão do salafismo.

O Ayatollah Sistani não age por conveniência. Ele é conhecido por ser um defensor da convivência pacífica entre cristãos, xiitas, sunitas e curdos no Iraque, inclusive emitindo fatwas a esse respeito. É próximo do Patriarca Caldeu e já recebeu uma delegação oficial do Vaticano. A famigerada "taqiyya", que se tornou popular recentemente nas análises feitas sobre o islamismo, só existe no xiismo e se desenvolveu como modo de proteger a sua comunidade da perseguição dos califas omíadas e abássidas, principalmente devido aos aspectos externos que destoavam do sunismo, como se prostrar na oração diante de uma pedra. Tem como pressuposto o risco iminente de vida e não um mero interesse político. Ademais, a sua afirmação sobre a hermenêutica corânica é verdadeira dentro da perspectiva salafista.

Abraços,
Pedro Ravazzano

Pedro Erik disse...

Xará,

Ok, vamos para o debate. Sistani, assim como muito outros líderes islâmicos, agem sim por conveninência. Ninguém sobe ao poder no Irã sem tem apoio do Khamenei. Onde é que está preso o pastor cristão Saeed? E não é apenas Saeed. Tente fazer proselitismo cristão no Irã de Sistani.. Outro dia eu coloquei um vídeo dos filhos de Saeed pedindo a Obama que ajudasse a libertar o pai. Outro dia eu vi Sistani prometendo morte a Israel, chamando Israel de tumor que precisa ser extirpado (http://freebeacon.com/national-security/rouhani-this-festering-zionist-tumor-has-opened-once-again/). Coisa que Khamenei vive dizendo.

As frases que você colocou podem ser importantes politicamente, epsecialmente para os inimigos islâmicos declarados do ISIS (xiitas e wahabitas) mas não servem para vencer o Islã, naquilo que tem de mais terror e que é seguido pelo ISIS.

Coloquei no meu blog um vídeo que mostra que o ISIS segue direitinho o Alcorão no trato com os cristãos. Veja lá (ou jizya (taxa) ou morte. Alcorão 9:29)

http://thyselfolord.blogspot.com/2014/08/video-sharia-contra-cristaos.html

E a Taqiyya não é apenas xiita, serve para muçulmanos contra inimigos islâmicos e também contra ocidentais.

Abraço do Xará.

Pedro Ravazzano disse...

Xará,

Você está confundindo Sistani, que é o Grande Ayatollah de Najaf, Iraque, com o Grande Ayatollah Khamenei, Supremo Líder do Irã. O primeiro é conhecido pela sua proximidade com os cristãos e pelas suas fatwas contra o radicalismo e o proselitismo islâmico no Ocidente. Ademais, o Irã não é um exemplo de liberdade religiosa perfeita. Os cristãos tradicionais (armênios, caldeus, católicos) têm liberdade de culto e a Igreja goza de uma situação relativamente confortável no país. Inclusive recentemente o Catecismo foi traduzido pela primeira vez para a língua persa, num projeto em conjunto entre o Vaticano e a Universidade de Qom. O protestantismo, contudo, é considerado ilegal.

Quanto ao resto dos pontos, afirmo que está equivocado. A taqiyya é um conceito inexistente na jurisprudência (fiqh) sunita. Até porque a sua gênese histórica está atrelada à perseguição aos xiitas no califado, os obrigando a dissimular os aspectos externos da sua fé. O máximo que o fiqh sunita permite é a relativização de algumas normas, como ingerir carne de porco ou beber álcool, quando se está sendo forçado a isso, para manter a vida. Estas são concepções distintas e com pressupostos distintos.

O ISIL está reproduzindo os axiomas do salafismo. Vale destacar, por exemplo, que antes da ascensão do wahhabismo no séc. XVIII o apedrejamento de adúlteras no islã já havia sido superado. A "prática" retornou com a consolidação do seu anacronismo e a consequente exportação para o resto do mundo islâmico.

Abraços,
Pedro Ravazzano

Pedro Erik disse...

Caro Pedro Ravazzano,

O Iraque, assim como o Irã, está entre os 10 países que mais perseguem cristãos. Veja pesquisa que foi divulgada este ano da Pew Research (http://cnsnews.com/news/article/barbara-boland/pew-study-christians-are-world-s-most-oppressed-religious-group)

Falando de xiismo, ao ler seu texto com meu filho no colo confundi Sistani com Rouhani. Mas não desmerecem meus argumentos. Mesmo porque no Iraque, temos que a maioria da população é xiita, e o maior líder religioso xiita é Khamenei. Um líder religioso xiita fora do Irã não tem muita importância. Não é mesmo?

E o Islã em todos os lugares costuma seguir as Condições de Omar, que não permite a construção de novas igrejas cristãs, nem reformar as que existem Por isso, se permite certas comunidades cristãs.

Veja recentemente, o Papa Francisco visitou a Jordânia, país muito ocidentalizado. Mas que a população cristã vive oprimida. Coloquei no meu blog o desejo dessa comunidade que o Papa as defendesse, quando seus bens são tirados pelos muçulmanos da Jordânia. O Papa silenciou.

Veja:
http://thyselfolord.blogspot.com.br/2014/05/a-visita-do-papa-ao-oriente-medio-em.html

E a Jordânia é muito mais ocidentalizada do que o Iraque. Abdulá pode-se dizer não é nem muçulmano, pela sua formação totalmente no Reino Unido e seu comportamento.

ISIS segue sim uma forma de salafismo. E o salafismo é perseguido em muitos países muçulmanos, por sua vertente mística, não por apedrejar adúltera ou por matar gays, coisa que os wahabitas e xiitas fazem hoje em dia. Mas isto não quer dizer que o salafismo não seja sunita. Nem que o Alcorão os condenem.

Alcorão e a vida de Maomé permitem fazer o que o ISIS, os wahabitas ou os xiitas fazem.

Ótimo debate. Vamos continuar.

Pedro Ravazzano disse...

Xará.

Vamos lá! O Iraque pode ser definido em três grandes zonas de influência: sunita, xiita e curda, esta última de caráter étnico e não religioso. Os cristãos, em sua maioria, estão em regiões sunitas, onde o discurso wahhabita tem ampla aceitação. Nas duas outras zonas a presença de comunidades católicas é muito bem aceita. Inclusive recentemente os caldeus perseguidos buscaram asilo ou no Curdistão ou no Iraque xiita.

O maior líder religioso xiita não é Khamenei. É o Imam oculto, mas isso já uma outra conversa. Na estrutura hierárquica Sistani está no mesmo patamar do Supremo Líder do Irã. Não podemos confundir xiismo com "iranianismo". Sistani, inclusive, é um crítico do "velayat-e-faqih", o governo do jurisprudente, a teoria política desenvolvida por Khomeini e que sustenta a teocracia na Pérsia. A sua postura é de defesa do regime laico e da manutenção da unidade do Iraque atual.

Os cristãos na Jordânia vivem relativamente bem, inclusive compõem uma parte importante da elite jordaniana. Embaixadores, ministros, deputados, líderes militares, vêm da comunidade cristã. Ademais, você parece estar se confundido. "Salafismo" é sinônimo de "wahhabismo". "Salaf" é o termo que faz referência à primeira geração de muçulmanos, e é como os wahhabitas se auto-proclamam. Não são místicos, ao contrário, perseguem duramente o sufismo.

Abraços,
Pedro Ravazzano

Pedro Erik disse...

Caro Pedro Ravazzano,

Veja o que lhe indico.

O Iraque é pior do que o Irã entre os países que perseguem cristãos. A lista mais recente entre os 10 piores na ordem do pior para o que persegue menos é: Coreia do Norte (único país não muçulmano), Somália, Síria,IRAQUE, Afeganistão, Arábia Saudita, Maldivas, Paquistão, IRÃ e Iêmen.

Negar que o maior líder xiita não é Khamenei, é demais, meu amigo. Pergunte aos próprios iraquianos.

Os cristãos na Jordânia vivem mesmo "relativamente" bem. Mas veja o que eles disseram durante a visita do Papa.

Sobre o Salafismo, a doutrina é sunita. Assim como os wahabitas. Apesar do ISIS declarar ódio aos wahabitas, por considerar que eles se venderam aos EUA.

Lembre, nosso debate é sobre se as frases que você colocou têm valor. Eu estou dizendo que não, pois não há nada que ataque o apoio do próprio Alcorão sobre o que o ISIS diz e faz.E Quem fala não tem valor para a religião islâmica.

Meu ponto central é: o que o Alcorão diz sobre as ações do ISIS? O que os Hadith, que descrevem a vida de Maomé, dizem?

Nem wahabitas, nem xiitas, nem salafismo, nem sufismo podem ir de encontro ao Alcorão. E eles procuram repetir o que fez o profeta islâmico.

Abraço,
Pedro Erik

Pedro Ravazzano disse...

Pedro Erik,

Procure conhecer melhor as facções islâmicas e a noção xiita de "taqlid". Khamenei não é mesmo a maior referência do xiismo, nem mesmo dentro do Irã, onde há uma dezena de "maraji".

Aqui encerro a minha participação. Obrigado pelos comentários!

Abraços,

Pedro Erik disse...

Ok, Pedro Ravazzano. Muito obrigado pela oportunidade do debate.

Se me permite, encerro também com uma recomendação, já que defendeu tanto Sistani. Estude um pouco mais sobre Sistani, que você considera moderado. Ele não é nada moderado, amigo. E também não é tão importante, só surgiu depois da invasão dos EUA no Iraque.

Uma pequena pesquisa no site Jihad Watch vai ajudar. Encontrei lá várias coisas, mas o post abaixo tem vários links:

http://www.jihadwatch.org/2007/02/the-ayatollah-sistani-is-an-islamist-bent-on-establishing-a-theocracy-not-far-removed-from-that-foun

E visite meu blog Thyself, O Lord.. Foi um amigo do blog que recomendou o seu.

Até outra oportunidade. Não responderei mais a este post.

Abraço,
Pedro Erik

Pedro Ravazzano disse...

Eu disse que não responderia, mas não resisti. Dizer que Sistani só "surgiu" depois da invasão dos EUA e que "não é tão importante", desculpe, é uma completa tonteria. Sistani é um dos "maraji" com maior número de seguidores e cabeça da Hawza 'Ilmiyya Najaf, o mais importante seminário xiita do mundo, responsável pela formação dos "Ayatollah Uzma". Ademais, entre esse artigo sem qualquer fundamentação, e as fatwas emitidas por Sistani, seguida da sua crítica ao "velayat-e-faqih", eu nem preciso dizer com que eu fico.

Pedro Erik disse...

E do site do próprio Sistani, você aceita, Pedro?

Que tal a definição que todo infiel é sujo: http://www.sistani.org/english/book/48/2132/

Certa vez li que Sistani não quis se encontrar com um diplomata americano, pois ele seria sujo (naji).

Abraço,
Pedro Erik

Pedro Ravazzano disse...

Indico que estude aspectos da jurisprudência islâmica, digo isso sem querer parecer pretensioso, mas é fundamental para fazer uma correta leitura, inclusive da questão aqui apresentada, como o estado de ritualmente puro.

http://www.sistani.org/english/qa/01294/#14844

Abs,
Pedro

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